Menino de 11 anos agradece juiz que liberou mãe em estado terminal para morrer em casa

21 de abril de 2015

João Marcos Buch, juiz criminal de Joinville atendeu pedido de garoto

 postado em 15/04/2015 15:43 / atualizado em 15/04/2015 16:01

Reprodução/Facebook

Em decisão judicial, João Marcos Buch, juiz criminal em Joinville (SC) atendeu ao pedido desesperado 

de um menino de 11 anos. A mãe, uma presidiária, doente e algemada em uma cama de hospital, 
com meio corpo paralisado por uma lesão cerebral. O que o menino queria era uma despedida mais 
digna na companhia da mãe. “Inspecionei o hospital, mandei tirar as algemas e concedi prisão domiciliar,
para que na alta ela fosse morrer em casa e não no presídio. E morreu em casa”, comenta o juiz.

   Numa mensagem recente enviada ao juiz por uma rede social, a criança contou que cresceu vendo os 
pais fazendo coisas erradas, entre idas e vindas da prisão. Mas também comemorou a segunda chance
dada ao pai, que saiu da prisão em condicional em dezembro e arrumou um emprego, além de
agradecer por ter visto a mãe partir de forma mais digna. “Um passado que não faz mais parte do meu
presente”, escreveu.

   Para o juiz, o episódio “ilustra a carência humana no sistema penal” e também serve de reflexão na 
“lamentável reabertura de discussão sobre a redução da maioridade penal”.

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CEBID – Centro de Estudos em Biodireito

Equipe Cebid

Centro de Estudos em Biodireito

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