Casal processa banco de esperma após receber doação de homem negro

10 de outubro de 2014

Casal processa banco de esperma após receber doação de homem negro

Jennifer Cramblett e sua parceira, Amanda Zinkon, buscam um mínimo de US$ 50 mil em danos

POR O GLOBO COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS



Jennifer Cramblett foi entrevistada nesta quarta-feira na casa de seu advogado em Waite Hill, Ohio
Foto: Mark Duncan / AP PhotoJennifer Cramblett foi entrevistada nesta quarta-feira na casa de seu advogado em Waite Hill, Ohio – Mark Duncan / AP Photo

CLEVELAND – Uma mulher de Ohio e sua
parceira processaram um banco de esperma da área de Chicago depois que ela
engravidou com o esperma doado por um homem negro em vez de um homem branco,
como ela pretendia.
Jennifer Cramblett estava grávida
de cinco meses e feliz com sua vida em abril de 2012. Ela e sua parceira tinham
se casado meses antes em Nova York, e poucos dias após seu casamento ela ficou
grávida com um doador de esperma em uma clínica de fertilidade em Canton
Na época, Cramblett, 36, e sua
parceira, Amanda Zinkon, 29, estavam tão animadas que ligaram para o banco para
reservar esperma do mesmo doador na esperança de que um dia Zinkon também
pudesse ter um filho.
Foi quando Cramblett recebeu uma
notícia “preocupante”, segundo a ação movida segunda-feira contra Midwest Sperm
Bank no Condado de Cook, em Illinois. Ela soube de um funcionário do banco de
esperma que havia sido inseminada com o esperma de nº. 330, um doador negro, e
não o de nº. 380, de um doador branco que ela e Zinkon, que são brancas, tinham
escolhido.
– Como eles poderiam cometer um
erro tão pessoal? – Cramblett disse durante uma entrevista por telefone nesta
quarta-feira à Associated Press.
De acordo com a ação, sua
animação sobre o nascimento foi substituída por “raiva, decepção e medo”.
– Eles pegaram uma escolha
pessoal, uma decisão pessoal e se encarregaram de fazer essa escolha para nós
por negligência pura – afirmou Cramblett.
As chamadas telefônicas para o
Midwest Sperm Bank não tiveram retorno. Não é claro quem é o advogado do banco
de esperma.
Cramblett disse que ela e Zinkon
amam muito sua filha de 2 anos de idade, Payton, e não mudariam nada sobre ela.
Mas elas estão preocupadas com o fato de terem que educá-la na comunidade predominantemente
branca onde vivem.
A ação diz que ambas haviam se
mudado de Akron para Uniontown atrás de melhores escolas e para estar mais
perto da família de Cramblett. Ela disse que, como uma lésbica, sentiu a dor do
preconceito, mas não sabe o que é ser maltratado por causa de sua cor de pele.
A ação diz que Cramblett também
está preocupada sobre como Payton será tratada na sua “toda branca, e muitas
vezes inconscientemente insensível família”.
Terapeutas recomendam que
Cramblett, Zinkon e Payton mudem para uma comunidade mais racialmente
diversificada, com boas escolas, segundo o processo.
Cramblett disse que decidiu abrir
o processo para impedir o banco de esperma de cometer o mesmo erro novamente. A
ação diz que o banco de esperma não tem registro de manutenção eletrônica e
nenhum controle de qualidade, o que teria impedido o envio do esperma errado
para clínicas de fertilidade.
A ação busca um mínimo de US$ 50
mil em danos. O advogado de Cramblett, Tim Misny, disse que uma parte do
dinheiro pagaria o aconselhamento em andamento.

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CEBID – Centro de Estudos em Biodireito

Equipe Cebid

Centro de Estudos em Biodireito

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